Um professor e protetor independente de animais afirma ter sido preso em Boa Vista, capital de Roraima, depois de uma discussão ocorrida enquanto alimentava gatos em situação de rua. Társis Araújo Magalhães Ramos, de 43 anos, foi liberado no mesmo dia e registrou queixa contra uma major da Polícia Militar de Roraima (PMRR).
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Discussão começou por causa de uma calçada
Segundo o relato do professor, ele mantinha recipientes com ração e água para os animais quando foi abordado pela oficial, que alegou que a alimentação estava sendo feita em frente à calçada dela.
Társis contesta essa versão. Ele afirma que os potes ficavam na calçada de uma residência vizinha e que tem autorização da proprietária do imóvel para deixar comida no local.
Vídeo mostra ração sendo varrida do chão
As imagens registradas durante a confusão mostram o momento em que a oficial chama a atenção de quem alimentava os gatos. Nas cenas, também aparece um homem varrendo a ração e recolhendo o alimento com uma pá, enquanto apoia a policial durante a discussão.
Conforme o boletim de ocorrência, um documento oficial registrado na delegacia, participaram da abordagem, além da major, um homem apontado no registro como policial militar e o filho do casal.
Professor diz ter sido ofendido e acusado sem provas
De acordo com o protetor, a oficial pediu que ele parasse de alimentar os gatos e o chamou de “marginal”, além de proferir outros xingamentos. Ele afirma ainda que o filho do casal teria feito ameaças e que os três o impediram de continuar o trabalho voluntário.
O professor relata também que o grupo o acusou, sem apresentar provas, de estar no local para praticar ilícitos, desconsiderando sua atuação na proteção animal.
A versão registrada pela oficial
Ao determinar a prisão do protetor, a major alegou que ele a havia ameaçado e que teria cometido os crimes de desobediência e perturbação do sossego alheio. Foi com base nessa versão que ele acabou conduzido.
Protetor também registrou queixa contra a policial
Társis afirma que as ofensas e as ameaças provocaram temor por sua integridade física e psicológica, motivo pelo qual ele próprio registrou uma ocorrência contra a oficial. Com isso, o episódio passou a reunir versões opostas dos envolvidos, cada uma apresentada à autoridade policial.
Versões divergentes e apuração em andamento
Nenhuma das acusações feitas pelos dois lados foi comprovada até agora. Todos os citados respondem em liberdade e são considerados inocentes até que haja decisão em contrário, cabendo às autoridades apurar o que realmente aconteceu naquela calçada.
Episódios como esse costumam mobilizar protetores independentes, que trabalham de forma voluntária, custeando ração e água do próprio bolso e sem apoio institucional. Fica de olho no Jornal Mix para acompanhar os próximos capítulos dessa história e receber em primeira mão as notícias que ninguém conta como a gente.
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